Pode ter dinheiro queimando no seu caixa! Entenda como uma corretora pode ser um caminho bom para melhorar a saúde do seu capital de giro.

Minha mãe sempre me falou : “Educação de casa vai à praça”. No meu caso, se eu tivesse uma empresa iria para ela.

Se imaginarmos que a educação financeira ainda não chegou para várias pessoas, imaginem para as pessoas que administram empresas.

No Brasil, 5% das pessoas físicas investem em através de corretoras. Nos Eua, 4% das pessoas físicas investem através de bancos. No Brasil, segundo dados de uma das maiores corretoras do país, 0,63% é de PJ (Pessoa Jurídica). Ou seja, a cada 100 contas abertas (PF), menos de 1 é de empresa (PJ).

Por isso vou deixar algumas dicas se você quiser melhorar seu capital de giro, ou até realizar projeções de futuros investimentos. Afinal, você não vai ficar deixando o dinheiro parado na conta corrente esperando as despesas chegarem, né?

Como investir através de corretora?

Abrindo a conta. Os documentos básicos necessários são:

  • Cópia do Contrato Social e última alteração contratual consolidada;
  • Cópia de Demostrativo de Resultado (DRE);
  • Cópia do Balanço Patrimonial;
  • Cópias do RG e do CPF dos sócios.

Lembrete: Só é possível investir por meio da conta da empresa. Ou seja, não são aceitas transferências vindas de contas pessoas físicas dos sócios. O processo é de fato mais demorado e burocrático, mas vale a pena!

Dicas de liquidez

1. Capital de Giro

Fundos de investimento DI – Validar sempre buscando:

  • Baixa taxa de administração, menor que 1%;
  • Rendimento perto de 100% do CDI;
  • Aplicação inicial mínima;
  • Aportes mínimos posteriores.

Existe fundo em corretora com aplicação inicial de R$3 mil, adicional mínimo de R$1 mil e taxa de adm de 0,2%, rendendo 97,5% do CDI, hoje, 13,78%.

Pelo banco, tem fundo com aplicação inicial de R$100, adicional mínimo de R$50 e taxa de adm de 3,8% e rendendo 69,56% do CDI , hoje, 9,83%. Agora se deixado em conta corrente, aí o buraco é bem maior.

Digamos que uma empresa tinha um grande recurso de R$ 500 mil.  Ao longo de 1 ano essa seria a diferença de impacto no seu capital de giro:

fundos

R$ 34.956,29 que sumiram do seu caixa se comparado fundos e foram para o banco!

R$ 54.910,59 deixados em conta corrente que literalmente queimaram com a inflação!

2. 6 meses a 1 ano

CDB: A vantagem  sobre os fundos é que ele não tem o “come-cotas” (tributação semestral que desconta 15% de Imposto de Renda dos rendimentos). No CDB, a tributação do IR ocorre apenas no resgate. Porém, haverá um vencimento fixo, ou seja, você não poderá resgatar o dinheiro antes do prazo final. Bom para planejamento de investimento futuros, rendem mais que fundo DI.

3. Acima de 1 ano

Pode-se pensar em letras financeiras de bancos ou em títulos públicos indexados à inflação ou em prefixadas.

Termino com um pensamento de Buffet sobre dinheiro:

“Regra número 1: nunca perca dinheiro.
Regra número 2: não esqueça a regra número 1.”

Nos vemos!

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